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Pós-punk, poesia marginal e algo mais em BH para depois dos anos 80

Aqui você poderá discutir a respeito da poesia produzida neste período.

Tags: marginal, poesia

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Respostas a este tópico

O problema com a poesia marginal eh que a maioria eh ilegivel,a comecar pelas minhas.

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No geral, meus poeminhas também não eram grande coisa. Foi um modo de começar, de aprender. Depois descobri que pra deixar de ser um mau poeta precisava me tornar um bom letrista. Foi o que fiz. E as letras são um tipo de poesia.

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Ninguém escreve nada nesta porra. Poesia não não dá ibope mesmo. Ainda bem, né, como diria o Leminski, um ironista, ou ironauta (Rubinho dixit), como nosso velho amigo Juca, que morreu no iniciozinho dos 80 e perdeu boa parte da festa...
Então, Raimundo, você que é poeta, espero que ainda, escreva alguma coisa aqui, pô...esia!

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A Palavra
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A palavra
muda,caida
enquanto simbolo
vazia

Triste
Avenidas,passaro
B-R-I-S-A
sem C-A-M-I-S-A


Aih,essa eh a prova que poesia marginal eh uma bosta.Fiz esse 'poema' aih agora.
Bem Marginal,bem bostal.

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Por falar em ilegível,
dia 1º agora teve a IX Noite de Poesia e Absinto, no Salsa Parrilha (bar da Taninha). Organizada(?) pelos Los Borrachos[Clôde (é! o Clôde mesmo), Emília, Celina Lage e Ronie Bauer(ex Atack Epilético...) e a Taninha. Toda gente leu de tudo, e teve música punk de minas com Atenas, e uma banda chamada Ü, meninos que não conheceram o vaporzinho do SE,UN,DS), e performances linguísticas se é que é isso mesmo. Teve poesia e teve muito ex-marginal. http://www.flickr.com/photos/absinto/ http://www.flickr.com/photos/absinto2/
O grego (Tanus) e o Ronie cantaram uma coisa impressionantemente inaudível e mais ainda ininteligível.
http://br.youtube.com/watch?v=awFzYbMqQtg
Coisa fina.

.

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Genial recriação pós-marginal do grande pré-marginal Augusto do Anjos (só o nome do cara já é um poema, né não?).

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Semana passada vi um livrinho de bolso do Marcelo Dolabela de carimbos (poesias), sen-sa-cio-nal!!! Tá à venda numa livraria em frente a Black Boots (não sei o nome), ali na Savassi........Kd o cara? Alguém convidou pra entrar aqui? Ele deve ter um monte de coisas.....falta saber se sua amizade com a tecnologia permite esse intercâmbio..

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Pois é, Karla, claro que o Dolabela tá sabendo, mas conheço o cara e nesta ele não entra, mesmo... Pena, pois tem muito material e muito o que dizer.

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DO
DO
DO
LA LA
BEBE
LABEL
DOLABELA O BEBE
LABEL BLACK
..................................
"mas conheço o cara e nesta ele não entra"

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E por falar em poesia marginal, a efeméride agora é a de 30 anos da revista-jornal-grupo poético performático Cemflores, em 1978, momento fundador da coisa em nosso meio. Foi da Cemflores, inicialmente patrocinada pelo DCE-UFMG, e editada pelo Dolabela, que nos anos 80 surgiram as vertentes musicais Sexo Explícito, Divergência Socialista, e O Último Número.

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no fuckin way...30 anos..jah(nao o deus jamaicano,mas esse keyboard gringo do computer nao tem acento grave pro a.)porra que bosta,ficah véi...

Grupo Cemflores o grupo de pessoas mais misteriosas de BH.Tao misterioso que a maioria das pessoas que conhecem so conhecem de nome.Aquilo era que nem um culto.Marcelo Dolabela e Luciano Cortez,os oficiantes,Adriana,Dilma,Murilo,Jair,Fuinha,
Juquinha os fieis.Nao sei nem como eh que aconteceu d'eu ser aceito naquele meio.Francamente,porque todos ali eram estudantes universitarios e eu no meu caso nem a setima serie tinha,ou tenho....
Ironico que uma coisa que na epoca eu desprezava e odiava(meu emprego)tenha me levado ao convivio de pessoas e me exposto aa situacoes que teriam um efeito formador em minha pessoa.Hilario.
Os Cemflores todos estudavam na Fafich ,Fafich com seus estudantes porraloucas como parte do Movimento Estudantil era ligada ao povo da UMES,que era a organizacao dos secundaristas.Um amigo meu,Carlinhos('Prefeito')que gostava de usar minha casa pra fumar maconha (pois em sua casa era sujeira e na minha era limpeza)era comunista doente e como em 1979 ainda havia um rabinho da ditadura mostrando a cara no cenario nacional,ele se achava no dever de se manifestar contra e aliciar mais pessoas da mesma persuasåo pra pelejar contra aquele foco de maldade sobre a terra.É claro que ele me aliciou de cara.Virei comunista em menos de uma semana.Trabalho pesado,ce ja viu,tomar cada um,um vidro de boi(Xarope PANBENIL™)fumar uma tora e ir pro bar,tomar cerveja e caldo de mocoto.Malhar o governo,a ditadura(ABAIXO A DITADURA)malhar os estaduzunidos,imaginar um jeito de explodir o carro de um general...esse tipo de viajem de adolescente...
Um dia o Prefeito me levou lah na UMES ,no bairro Floresta,que ficava pertinho da minha casa.Lah chegando de cara senti uma sensacao de "belonging",ou seja, 'de pertencer' de fazer parte.E tao certo como pagar imposto,em uma semana me infiltrei no movimento secundarista de esquerda.Virei chegadåo de todos e rapidim eu tinha toda a diretoria da UMES nas escadarias da minha casa levando sua luta aas organizacoes intitucionalizadas aas suas ultimas consequencias.De fato acho que em um ponto no tempo, as escadarias da R. Estela de Souza davam mais quorum que as reunioes de orcamento da UMES.Todo mundo lah.Tomando drogas de montao(nao se esqueca que devido ao contexto politico ,estavamos sendo revolucionarios...hum)...

Enfim,na UMES conheci o Jair,que gostava 'dos the doors', poesia e sabia recitar de cabeca o poema LILIITKA do Maiakowizk,alem de fumar Continental sem filtro™ o que o tornava cool as fuck.Eu na epoca havia acabado de pedir as contas no meu emprego de faxineiro num predio da savassi(é, podecrer pobre tem que trabalhar do"servico que aparecer") tava meio sem saber o que fazer da vida.Tinha uns 18 anos e um senso de claustrofobia gerado por morar em BH,aonde nada acontecia(Quando eu digo nada quero dizer nada mesmo.Porra nenhuma.Belø ,a terra das tartarugas imoveis)...O Jair se provou instrumental na minha tentativa de reinventar a mim mesmo como um artista,poeta ,picareta e etc...

ta na hora da caminha depois escrevo a continuacao.

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