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Pós-punk, poesia marginal e algo mais em BH para depois dos anos 80

Aqui você poderá discutir a respeito da poesia produzida neste período.

Tags: marginal, poesia

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Respostas a este tópico

Ao conhecer o Rubinho, percebi ser ele uma figura ímpar e além disso canhoto, e um poeta e tanto, pela sua natural verve verbal na conversation, e com um cabelão genial. Depois de iniciá-lo nos arcanos poéticos da Cemflores, quando perpetramos um livrinho de mimeógrafo a quatro patas, duas de cada, claro, chamado Bico de Vapu-Vapu esquina com Vupu-Vupu (metáfora de nosso encontro, manjam?), foi a vez dele me empurrar pra frente do palco, pra cantar uns poemasongs.

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Pena né Jair!!! Acho que o arredio Dolabela daria um upgread incrível nesse tópico do fórum......vou ver se arrumo algumas coisas dele, escaneio e coloco aqui. Vou pedir autorização antes.....bjs


Jair Tadeu da Fonseca said:
Pois é, Karla, claro que o Dolabela tá sabendo, mas conheço o cara e nesta ele não entra, mesmo... Pena, pois tem muito material e muito o que dizer.

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Rubs Trol said:
O problema com a poesia marginal eh que a maioria eh ilegivel,a comecar pelas minhas.

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marginal e sem futuro........................

................ME DÁ um real senão te furo .

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ai,essa foi a primeira poesia marginal que gostei,na vida.tenkes.

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Agora falando serio : o hit da banda U.D.R. (Orgia de Traveco)
é poesia marginal de raiz.
ou nao é?


Bonde Da Orgia De Travecos

Eu tava com meus mano lá na minha quebrada,
Chegou o Vanderlei e veio dar idéia errada
Ele virou pra mim e fez a proposição:
Orgia de traveco com scat de montão

Essa é a minha vida, cheirar pó e queimar pedra,
Trepar com o traveco e depois fumar minha erva.
Usando altas drogas e adorando o cão,
Pregando o satanismo e praticando a felação

Então vem nessa moçada que essa é a nova onda,
Faz enema no traveco e depois cê lambe a sonda.
Durante a orgia rola pó e rola pinga,
Depois todos se injetam usando a mesma seringa

Saindo do meu trampo, o farol vou avançando,
Não vou ficar pra trás porque os traveco tão bombando.
Tô dando vários pico, com uma pica no cu,
chupando um pau preto para a glória do belzebu

Sem orgia de travecos fico triste e deprimido,
Com orgia de travecos viro soropositivo.
Vou fazer um fist fuck entao traz a vaselina.
Também traz um meião pra gente cheirar benzina.

Eu tava com meus mano lá na minha quebrada,
Chegou o Vanderlei e veio dar idéia errada
Ele virou pra mim e fez a proposição:
Orgia de traveco com scat de montão

Orgia de traveco não pode deixar barato,
Todo mundo toma banho usando porra de macaco.
Traveco cirurgião regado a cocaína,
Remove o meu escroto e injeta solução salina

Durante essa orgia, morderam minha bunda,
Depois gozei na cara de um anão que era corcunda.
A orgia de travecos é uma coisa muito guet,
A orgia ta rolando no avião brutal do scat

Eu tava com meus mano lá na minha quebrada,
Chegou o Vanderlei e veio dar idéia errada
Ele virou pra mim e fez a proposição:
Orgia de traveco com scat de montão

*****

o importante é participar

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Nuuuhhhhh Véi...... Poema dantesco esse aí de cima. Acho que essa tá mais pra poesia infradimensional do que marginal, rsrsrsrs

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Jair, estivemos uma vez lá, com o "Pé-de-moleque", junto com a Rita Espeschit, a Sandra, minha irmã, o João Carlos Firpe Penna. Mas tenho uma aflição danada dessa rememoração...não obstante, estou aqui, repassada. Um abraço...e, a própósito, seus poemas não eram pequenos, não.

Alícia
Jair Tadeu da Fonseca said:
E por falar em poesia marginal, a efeméride agora é a de 30 anos da revista-jornal-grupo poético performático Cemflores, em 1978, momento fundador da coisa em nosso meio. Foi da Cemflores, inicialmente patrocinada pelo DCE-UFMG, e editada pelo Dolabela, que nos anos 80 surgiram as vertentes musicais Sexo Explícito, Divergência Socialista, e O Último Número.

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Puxa, acabo de perceber que minha mem´´oria está indo embora! Estivemos, o Pé-de-moleque, com a Flor da Terra...não com os/as Cem Flores...Escusa me! Alícia

Alícia Penna said:
Jair, estivemos uma vez lá, com o "Pé-de-moleque", junto com a Rita Espeschit, a Sandra, minha irmã, o João Carlos Firpe Penna. Mas tenho uma aflição danada dessa rememoração...não obstante, estou aqui, repassada. Um abraço...e, a própósito, seus poemas não eram pequenos, não.

Alícia
Jair Tadeu da Fonseca said:
E por falar em poesia marginal, a efeméride agora é a de 30 anos da revista-jornal-grupo poético performático Cemflores, em 1978, momento fundador da coisa em nosso meio. Foi da Cemflores, inicialmente patrocinada pelo DCE-UFMG, e editada pelo Dolabela, que nos anos 80 surgiram as vertentes musicais Sexo Explícito, Divergência Socialista, e O Último Número.

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Mano Jair, temos de lembrar de um acontecimento importante aqui em BH que foi o 1º encontro de cinema e poesia independente, realizado no palácio das artes em 80, onde nós poetas maginais nos ancoramos pela primeira vez num evento nacional. Novos estilos e estilhaços, engajamento e mimeógrafo, os velhos livrinhos, ainda possuo uma pequena coleção destes, desde o Juquinha, Alisson, Rubinho, Marcelo Dolabela, Luciano Cortez, Roberto Soares, Cemflores e cia.
Meus Poemas nunca foram nada de excepcional, mas perseguiram uma evolução estética e de conteúdo, influenciado principalmente pelo cemflores. Também saraus como o de Sete Lagoas, fafich, nóstodos e outros. Mas a origem do fenômeno remete à política estudantil, não só nas universidades, “mas também com o movimento secundarista forte e atuante na época - UMES-BH.

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Rubs Trol said:
A Palavra
----------

A palavra
muda,caida
enquanto simbolo
vazia

Triste
Avenidas,passaro
B-R-I-S-A
sem C-A-M-I-S-A


Aih,essa eh a prova que poesia marginal eh uma bosta.Fiz esse 'poema' aih agora.
Bem Marginal,bem bostal.

Meu Caro Rubs,
o que você quer, no fundo, é um elogio, mas não será desta vez.
Abraço,
Marcus

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karla, enviei esta mensagem pra patrícia moran & rodirgo minelli & lucas bambozzi em 28/08/2008,
pelo visto, ela não chegou. assim, te reencaminho.

um abraço,

marcelo d.

*

patrícia & rodrigo & lucas

por favor: me excluam dentro do projeto.
por quê?: lugar que tem o RUBINHO, eu não quero passar perto.
o RUBINHO é o cara mais calhorda - mais pulha - que - INFELIZMENTE - conheci.
Ele não é um perfeito IDIOTA, porque não existe nada perfeito nesse mundo. obrigado, pela exclusão.
DESFAVOR: não me mande mais nenhuma referência sobre este projeto. E não inclua nada em relação ao meu nome, à minha imagem ou qualquer informação que - direta ou indiretamente - faça referência a mim. grato pela exclusão.
marcelo dolabela

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