BHUnderground

Pós-punk, poesia marginal e algo mais em BH para depois dos anos 80

Música para os corações e ouvidos: o que fizemos a nós mesmos...

Tags: rock, underground

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Respostas a este tópico

Podicre.Forum de mineiro.Ninguem escreve nada (nem o dono do site)ate um outro alguem comecar a escrever.

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O que eu lembro dessa coisa é que tinha um monte de muleque querendo fazer música e achando que não dava mais para ficar indo em show do 14 Bis e do Clube da Esquina. Tribo de solos tava ficando muito xarope (literalmente) e Barboleta cheio de pseudo intelequi com aqueles jazz meio boca.
Por outro lado tinha os caras do metal começando a se dar bem, uns camaradas querendo fazer pop pra tocar em radio e punk por aqui era só mesmo os que apareciam de vez em quando nas galerias da praça sete, uma moçada muderninha pós qualquer coisa, uns maconheiro curtindo reagge e uns black meio branco tentando fazer hip-hop, mas tudo isso custou a decolar...

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e pra além da música. digo: e a música que era também outra coisa? meio performance, meio poema declamado, meio pornografia, meio cenário, meio grito no escuro?

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Quanto a mim, estava disposto a ter meus quinze minutos de fama (ou infâmia), tentar me divertir, fazer amigos, arranjar namoradas, fazer alguma da vida além do ramerrão, né não?

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Bons tempos.. peguei a onda pelo lado de Sampa, quando os meninos do Divergencia, Ultimo Numero e Sexo iam de balaiada pra la p tocar no rose bombom, ácido plastico, entre outros... o pau comia. os paulistanos ficavam de boca aberta praquela miscelania toda. todo mundo novinho, cara de bebê. tinha nego que tomava muito xarope, optalidon pra tocar... la tinha tbém asdrubal, mercenarias, patife... os tempos ao menos nao eram mornos como sao os tempos de hoje: estes nossos atuais dias tao tendenciosamente caretas. hah...esse excesso de sangalo, asa de aguia, ana carolina cansa...

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Minha onda em BH saiu meio sectária: Nero & Os Cristãos na Arena queriam, por meio do new wave, satirizar o planeta dogmático e encher suas letras com Nietzsche (filosofia a baquetadas!). Não deu! Aí, partimos para o power trio "Nero" com viagens psicanalíticas. A turma achava meio pop, mas eu refuto: como pode ser pop um blues cujo refrão era "suborno ou suicídio"? Já estou ficando careca, mas persigo o sonho, ao lado do Elinho (Grande Ah), Rogeba (ex-Sexo Explícito) e Délio (Nest). Que tal a gente arrumar um grande show revival no fim do ano? Paulinho Brito será o patrono!

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Hahahaha. Dá-lhe Rubinho!

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De fato, tínhamos uma ''cena musical'', trabalhamos com descrenças diferentes, ao contrario da liga da esquina, seu nome era ''território mudo''. Ninguém observava nada que estivesse fora do eixo-centro-sul e DF-SP-RJ. Geralmente o espírito da coisa era diluído e preguiçoso: Se a canoa não virar, Olê olê olê olá... Quem não saiu daqui afundou num pântano.

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