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Pós-punk, poesia marginal e algo mais em BH para depois dos anos 80

quantas maneiras existem de contar uma história em curso? 8 ou 80? a idéia é criar um tópico pra sugestões de como o Lucas e o Minelli podem contar essa história. palpites. aproveitem que a gente pode ler e desconsiderar todos...rs...

Tags: documentário, palpites

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Respostas a este tópico

era uma vez uma grande roça iluminada no quadrilátero ferrífero, não existia celular, internet e tv a cabo e nem 0800 naqueles tempos, blá, blá, blá...

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Daí veio um tanto de gente do interior da província, e começaram junto com os caipiras residentes, detentores dos meios de produção, a beber e rir muito, trocando falta de experiências e decepções, daí, bla, bla, bla...

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na província, reino nada distante da hipocrisia, nada se procria. como é dado aos bardos e descentendes de baco e ogum, nas terras do minério, da farra vieram o som, a poesia e a inquietação. e quem se mexe sai do lugar. nem que seja pra ir pra um outro mais calmo e tranquilo, como a Inglaterra. de lá pra cá, do que se guardou, pouco se esqueceu. hoje, experiência não falta mais, decepção se tornou um conceito amplo, e o vazio tomou conta do lugar...daí, bla bla bla bla sem vírgula ou pontuação...

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Eder repente alguem em cinco minutos ganhou o mundo e causou um frenesi de produção sem nexo, criador e criatura, todo mundo quis fazer europa em cinco minutos. a coisa cresceu, festival, mostra, trava-lingua, trava-olho. a menssagem e o menssageiro ficaram a cada dia mais distantes/próximos de uma lógica. Explicam os acadêmicos semióticos goleadores de tanto chute... bla bla bla

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ah, auro....entendo, mas posso discordar? acho que muita gente nem pensava em fazer a europa, muito menos em cinco minutos. é muita gente pro crédito ir só pra um. o Eder tem uma importância enorme na história do vídeo neste lado do equador - e na europa tb - mas creditar o frenesi a ele acho demais. acredito até que a grande marca dessa geração é uma certa escolha pelo fracasso. a gente tem - na música também - exemplos de sucesso. mas são minoria nessa gente, nessa geração. o anonimato vive em maior número que as celebridades... adoraria ouvir comentários sobre o anonimato/celebridade, sucesso/fracasso... muita gente desenvolveu e ainda desenvolve um trabalho sem procurar o sucesso. isso é mesmo verdade?

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"é muita gente pro crédito ir só pra um"
Concordo, e penso que só o tempo vai explicar isso. E coloquei pra cutucar mesmo.
Por exemplo, o "If" é uma das coisas mais belas que ví. Daí...
Estranhamente os outros realizadores não tiveram midia.
Eu tive um documentário barrado num festival realizado por nossos amigos aqui em BH...
nem disseram porque não aceitaram a inscrição.
Hoje, depois que eu cheguei a conclusão de que quem barrou meu trabalho e minha expressão e dois anos de minha vida, foi provavelmente um bando de acadêmicos frustrados(desempregados por falta de talento, coisa que universidades adoram), ou modernetes sem expressão junto com mais uns amigos travados de ego e pó... bom esse documentário me deu emprego, trabalho, moral, e acima de tudo me ensinou que trabalho duro e inspirado é o grande negócio. Essa panela é uma bosta. Esse documentário era sobre Guimarães Rosa. Hoje ele está em praticamente todas as escolas de Minas, e em um bom número de escolas no país. Até hoje recebo louros desse trabalho. E fui barrado pelos amigos...

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Mas voltando ao assunto:

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auro, me lembro bem da história do doc. quem me falou dele pela primeira vez foi a jaqueline guimarães...mas o assunto aqui talvez seja exatamente esse. a panela. pq essa turma aí, do punk, da poesia, teve espaço sem ter poder, sem mídia. p isso acho esse doc do minelli e do lucas importante. pq coincidentemente, estamos num momento em que se valoriza - até mesmo intelectualmente - o trabalho colaborativo. mas quem quer mesmo isso? quem realmente queria mostrar o trabalho de amenira alternativa e quem fazia isso só até ter fama e -sic - sucesso? a "mudernage mineira" (pra citar uma amiga baiana) é outra boa coisa de ser questionada. até que ponto é uma postura derivada dos diversos grupos da década de 80, que nos 90 começaram a se agrupar de maneira mais seletiva, menos misturada, objetivando mais "eficiência"? acho que a década de 80 questiona a panela, e pricipalmente a panela mineira, que acho hoje ainda mais hipócrita do que sempre foi. questiona porque conversa com a multiplicidade, porque visita a diversidade, se forma na diferença. e se faz nesse contexto. e até que ponto a chegada no poder de grupos intelectualmente mais preparados - isso só teoricamente - causou esse buraco na cultura, nas artes? vimos os curadores ganharem poder, depois vimos as instituições assumirem o poder. os artistas que trabalharam pra ver seus trabalhos justificando teorias de curadores hoje vêem curadores justificando propostas de instituições. vendo as instituições que temos, a sua origem, não me espanta ver o vazio da bienal (pra mim, nessa ordem) e o enorme buraco entre os trabalhos que ainda são produzidos - em todas as áreas - e o que podemos ver, escolhidos por representantes de grupos interessados apenas em privilegiar o prórpio grupo nas escolhas. podemos contar várias histórias assim, umas mais antigas e outras mais recentes.... o que me interessa nessa história que o minelli e o rodrigo querem contar é detectar outra possibilidade. se a gente quer ocupar espaços num lugar que a gente não reconhece, é no mínimo incoerente, não? existem outros lugares. existem?

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ah, pra n esquecer... o q espero mesmo daqui é um levante de perguntas... que questione a postura de quem participou dessa história de alguma maneira...e não há como questionar ninguém sem questionar a si mesmo...

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Desculpa a gritaria aí de cima.
Sou meio descabido mesmo.
Mas voltando ao assunto...

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a questã, entre outras, é também: como des-contar a história?
sem contar se é 8 ou 80.
pois é, a gente tenta!

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Chico de Paula said:
auro, me lembro bem da história do doc. quem me falou dele pela primeira vez foi a jaqueline guimarães...mas o assunto aqui talvez seja exatamente esse. a panela. pq essa turma aí, do punk, da poesia, teve espaço sem ter poder, sem mídia. p isso acho esse doc do minelli e do lucas importante. pq coincidentemente, estamos num momento em que se valoriza - até mesmo intelectualmente - o trabalho colaborativo. mas quem quer mesmo isso? quem realmente queria mostrar o trabalho de amenira alternativa e quem fazia isso só até ter fama e -sic - sucesso? a "mudernage mineira" (pra citar uma amiga baiana) é outra boa coisa de ser questionada. até que ponto é uma postura derivada dos diversos grupos da década de 80, que nos 90 começaram a se agrupar de maneira mais seletiva, menos misturada, objetivando mais "eficiência"? acho que a década de 80 questiona a panela, e pricipalmente a panela mineira, que acho hoje ainda mais hipócrita do que sempre foi. questiona porque conversa com a multiplicidade, porque visita a diversidade, se forma na diferença. e se faz nesse contexto. e até que ponto a chegada no poder de grupos intelectualmente mais preparados - isso só teoricamente - causou esse buraco na cultura, nas artes? vimos os curadores ganharem poder, depois vimos as instituições assumirem o poder. os artistas que trabalharam pra ver seus trabalhos justificando teorias de curadores hoje vêem curadores justificando propostas de instituições. vendo as instituições que temos, a sua origem, não me espanta ver o vazio da bienal (pra mim, nessa ordem) e o enorme buraco entre os trabalhos que ainda são produzidos - em todas as áreas - e o que podemos ver, escolhidos por representantes de grupos interessados apenas em privilegiar o prórpio grupo nas escolhas. podemos contar várias histórias assim, umas mais antigas e outras mais recentes.... o que me interessa nessa história que o minelli e o rodrigo querem contar é detectar outra possibilidade. se a gente quer ocupar espaços num lugar que a gente não reconhece, é no mínimo incoerente, não? existem outros lugares. existem?

Grupos de interesse sempre existiram e sempre vão existir. Eu mesmo sinto vontade de permanecer trancado em caso quando penso que o Clube da Esquina está pra assumir o poder na cultura de Minas. Não gosto de clubes. Representam a união pela força, pela ordem e pelo progresso. Ordem na fila e progresso quando a fila anda. Espécie de seleção cultural. O ser humano é complicado. Um animal cujo organismo é o mais simples possível só pode evoluir em uma direção mais complexa. Cedo ou tarde, no curso da evolução, os organismos alcançam um grau de complexidade do qual é impossível voltar atrás para ser um animal mais simples. Não vejo soluçào a vista.

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