BHUnderground

Pós-punk, poesia marginal e algo mais em BH para depois dos anos 80

As belas artes do DCE Cultural já cumpriram seu papel. BH precisa do DCE de novo. De novo!
O hall do babyork, para canjas e galinhas, jazz sons bailes anos 50, 60, 70, 80, 2010 e daí pro diante.
Hora de retomar o espaço pruma cultura mais dinâmica.
Usicultura pode bancar outros espaços, e liberar esse lugar pra criação e o remelexo.
O DCE tem que voltar a ser resistência no comprexu cultural da praça da libeudadi.

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Respostas a este tópico

Ricardo,
sinto saudades das cumplicidades todas que compartilhamos no sub-DCE cultural.
Vamos tomar uns chopes uma hora dessas, e dar umas boas gargalhadas.
Abraço,
Gustavo

Ricardo Vasques said:
gELÉIA MEU CARO, TÔ COM SAUDADES DE SUA RISADA, VASQUES.

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Grande, Géleia!

Estive junto com vocês naquela onda e sei o quanto aquela sacudida representou para a vida cultural em BH, dentro do movimento de contra-cultura. Seus reflexos podem ser medidos até hoje. Agora, vivendo em Cuiabá/MT, quando tenho oportunidade visitar BH e passo na frente do DCE cultural é uma pena vê-lo daquele jeito ... vale a pena resgatar sua história e seu passado, que também foi muito importante na década de 60, assim como na década de 80.

Grande abraço.

Geraldin (na época da Onda - Matemática ICEX)

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Geraldim,
desculpa a demora. O que vocês aprontam aí pelo Cuiabá?
Um abraço,
Gustavo

Geraldo Lúcio Diniz said:
Grande, Géleia!

Estive junto com vocês naquela onda e sei o quanto aquela sacudida representou para a vida cultural em BH, dentro do movimento de contra-cultura. Seus reflexos podem ser medidos até hoje. Agora, vivendo em Cuiabá/MT, quando tenho oportunidade visitar BH e passo na frente do DCE cultural é uma pena vê-lo daquele jeito ... vale a pena resgatar sua história e seu passado, que também foi muito importante na década de 60, assim como na década de 80.

Grande abraço.

Geraldin (na época da Onda - Matemática ICEX)

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Pessoas certas, no tempo certo, na hora certa. Momento em que os últimos suspiros da ridícula ditadura, nos permitia ainda rir da caretice. Hoje, a juventude parece não ter sede de fazer as coisas do seu jeito. Assim, qualquer lugar é ponto para coisas mastigadas. Será que os insatisfeitos enchem um novo DCE Cultural (mas sem fazer política partidária)?

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Acho um equivoco esse pensamento sobre a 'juventude'. O que vejo aqui é que alguns de voces acham que eles 'deviam' agir como voces agiram nos 80. Nos 80 não era muito facil manifestacoes nas ruas, em locais inusitados. Era preciso um bar, um dce, uma fafich.
Hoje em dia os 'jovens legais e antenados que sabem sair fora do sistema massificante' manifestam sua arte em locais inusitados(para nós) : sound systems na praça da estação, festas combinadas por internet entre 20,30 pessoas, onde se leva cdjs para becos em bairros nao muito habitados...

Claro que há muita porcaria sendo feita hoje assim como havia muita porcaria produzida naquela época. Nao acho que "nossa" época tenha sido melhor ou pior que hoje. A grande diferença que eu vejo está no fato de hoje, e a internet tem muito a ver com isso, haver muito mais gente produzindo coisas e proporcionalmente muito mais porcaria produzida... Mas há coisas legais... E tem uma coisa que nao mudou : tanto hoje quanto ontem, a proporcao de coisas boas pra ruins é mais ou menos a mesma.

Mais manifestacoes interessantes : shows em rotatoria, intervencoes urbanas em casas recem demolidas, os stickers colados em pontos de onibus, alguns (poucos) djs de musica eletronica ...

É só procurar. O tempo muda, o local onde ocorrem manifestacoes autenticas tambem muda. O ex-DCE é ex. Essa 'juventude' de hoje quer ocupar é a cidade e nao recintos institucionalizados.

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Dalton,
se você ver o conjunto das mensagens, notará que alguns temos dito que não somos melhores do que os de hoje. Concordo com tudo o que você disse. Não concordo apenas com sua opinião sobre o DCE hoje. Acho que como Belas Artes ele já deu o que tinha que dar e está para lá de institucionalizado e previsível.
Um abraço,
Gustavo

dalton said:
Acho um equivoco esse pensamento sobre a 'juventude'. O que vejo aqui é que alguns de voces acham que eles 'deviam' agir como voces agiram nos 80. Nos 80 não era muito facil manifestacoes nas ruas, em locais inusitados. Era preciso um bar, um dce, uma fafich.
Hoje em dia os 'jovens legais e antenados que sabem sair fora do sistema massificante' manifestam sua arte em locais inusitados(para nós) : sound systems na praça da estação, festas combinadas por internet entre 20,30 pessoas, onde se leva cdjs para becos em bairros nao muito habitados...

Claro que há muita porcaria sendo feita hoje assim como havia muita porcaria produzida naquela época. Nao acho que "nossa" época tenha sido melhor ou pior que hoje. A grande diferença que eu vejo está no fato de hoje, e a internet tem muito a ver com isso, haver muito mais gente produzindo coisas e proporcionalmente muito mais porcaria produzida... Mas há coisas legais... E tem uma coisa que nao mudou : tanto hoje quanto ontem, a proporcao de coisas boas pra ruins é mais ou menos a mesma.

Mais manifestacoes interessantes : shows em rotatoria, intervencoes urbanas em casas recem demolidas, os stickers colados em pontos de onibus, alguns (poucos) djs de musica eletronica ...

É só procurar. O tempo muda, o local onde ocorrem manifestacoes autenticas tambem muda. O ex-DCE é ex. Essa 'juventude' de hoje quer ocupar é a cidade e nao recintos institucionalizados.

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na essencia o que se diz aqui é que 'o dce tem que ser retomado'

por quem?

pra que?

nao faz o minimo sentido isso

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Ok Dalton,
nada de retomar o DCE, só desprivatizá-lo, falô?
Quem e pra quê, a UFMG que resolva.

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uai gente

nao precisa ficar bravo nao sô

'a nivel' de alguem que viveu aquela época 'enquanto jovem' , eu acho que dce é uma coisa que nao 'serve' mais pra agitar ou 'revolucionar' qq merda.......... só serve pra nós.......... só serve pra nossas recordacoes........... só isso............ a message to you rudy..............

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ok, gustavo

entao a minha pergunta agora é : desprivatizá-lo pra que ?

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voces vivem num mundo de fantasia

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Acho gostoso isso de relembrarmos momentos áureos em nossas vidas ( nunca fui universitário, mas já fui em varios eventos culturais na antiga sede do DCE, oásis cultural na BH dos anos 80 ), mas acho que pra hoje em dia o tempo é outro, o contexto é outro e pouco salutar tentar trazer o passado ao presente. Para estes que tiveram manifestações artisticas na época, talvez seria melhor trabalhar em criações novas e manifestar-se em locais novos.
Ao mesmo tempo, seria bom ver aquele espaço novamente recebendo shows de artistas independentes, bem como exposições e manifestações das mais diversas se ainda aquele lugar pertence à UFMG. Mas enquanto isso seja inviável, sugiro que manifestemos em outros palcos e se olharmos ao redor, parece que BH hoje em dia tem mais opções culturais do que naquela época. Parece que hoje temos mais palcos, mas artistas menos audaciosos e criativos. Parece que a rebeldia está em baixa, e quando ela existe vem desacompanhada da criatividade que abundava naquela época.
Agora, que aquele local na Praça da Liberdade tem uma localização clássica para esse tipo de manifestações, isso tem. Toda vez que passo ali é inevitável rever na minha lembrança aquela celeuma e vibrações da época.

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