Acho que este documentário vai ter um grande buraco caso não seja citado o importante papel que a Rádio Liberdade FM teve nesta época da segunda metade da década de oitenta. Muitos dos que estão aqui neste blog participando deste projeto, tiveram participação mais ativa nesse movimento dos anos oitenta em BH. No meu caso, que tinha grandes ânsias de rebeldia e vanguarda cultural, mas era muito novo e não tinha contatos diretos para trocar figurinhas, tive como fonte de informações culturais e artísticas a rádio Liberdade da época. Através da sua programação diária eu pude conhecer o trabalho de várias bandas como Ida e os Voltas, O Último Número, Sexo Explícito, Os Contras, Divergência Socialista, Ordem Humana R Mutt, etc. Estas são algumas de BH. Sem contar as pérolas vindas de fora como Arte no Escuro, Vzyadoq Moe, Violeta de Outono, Fellini, Harry, Replicantes, Cocteau Twins, Joy Division, Bauhaus, Sonic Youth, Pixies, Smiths e tantas outras bandas excelentes.
Para mim, o trabalho da Rádio Liberdade funcionou como gasolina que cai numa fogueira, inflamando mais ainda a cena alternativa na cidade.
Coincidentemente ou consequentemente, o final da Rádio com a mudança da sua programação e propósitos, cuminou numa minguada da cena underground de Belo Horizonte. Desde então vi o enfraquecimento deste movimento, dando espaço para uma vertente de apelo mais pop na cidade com o advento de bandas como Skank, Pato Fu, J Quest, Tia Nastácia, Virna Lisi, etc....
Bom, gostaria que alguém que tenha algo a acrescentar a isto ou tenha uma leitura mais refinada do episódio, que poste aqui a sua opinião.
No final eu fugi um pouco do objetivo do tópico, que é saudar a Rádio Liberdade, mas fiquem à vontade para colocarem o que quiser.
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