Pós-punk, poesia marginal e algo mais em BH para depois dos anos 80
Em Emak Bakia (‘deixe-me em paz’ em basco), curta de 20 minutos, Man Ray promove uma total non-sense artística, quebrando violentamente com os padrões estabelecidos do cinema convencional. No filme, Ray se utiliza de imagens surrealistas e de elementos do dadaísmo; não revela nenhum significado fixo ou idéia base e informa que o cinema e a fotografia ainda têm muito a mostrar. Segundo um relato da época, durante a exibição de Emak Bakia, um homem levantou e gritou que o filme estava lhe dando dor de cabeça. Outro se levantou enfurecido e mandou que o primeiro se calasse, então começaram a brigar até que a polícia chegasse ao local. A primeira apresentação do filme aconteceu num festival dadaísta que o poeta e ensaísta romeno Tristan Tzara organizou.
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